sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Reginaldo Queiroz diz que a ação da polícia foi desastrosa

Acusado de receptação

“Eles queriam a confissão de que nós éramos uma quadrilha de desmanche de carros e ainda usaram spray de pimenta”

Colaborador de A Gazeta

Reginaldo Queiroz Paixão foi preso na última quarta-feira (15), por uma equipe da Polícia Militar. A operação se procedeu a partir de uma denúncia anônima sobre suposto desmanche de veículo roubado na casa dele no bairro Congós. Após a apresentação no CIOSP do Congós, Reginaldo e seu cunhado Eliel, que também detido por estar no local, foram acusados e tratados como bandidos, injustamente, segundo as palavras do Reginaldo.
E na edição anterior (dia 17), o jornal A Gazeta veiculou informações repassadas pela Polícia a respeito dessa prisão. De acordo com o boletim e ocorrência, três homens estavam de posse do motor, proveniente de um carro (Pálio Cinza NEK 2838). Segundo o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (CIODES), esse automóvel possuía registro de furto.
Ainda de acordo com o boletim da PM, o Eliel dos Santos Almeida, de 25 anos, universitário, e o Reinaldo Queiroz Paixão, de 34, foram detidos em uma casa, na Avenida Janari Azevedo da Costa, 1011, onde estava sendo feita a instalação do motor em outro veículo (Pálio verde de placa NEQ 4110) de propriedade do Reinaldo. Após a detenção, Reginaldo e Eliel foram conduzidos ao CIOSP do Congós onde foram ouvidos pelo delegado e em seguida liberados por falta de indícios que comprovassem o envolvimento deles com esse crime.
Na manhã de ontem (17), o Reginaldo Queiroz Paixão declarou a reportagem que sabia a origem do motor adquirido, mas desconhecia que se tratava de um veículo furtado. Ele disse que comprou o motor do mecânico, João Silva Filho, o mesmo que fazia a instalação. João declarou ser o responsável pelo veículo (Pálio Cinza NEK 2838), pois comprou do Marcio Fonseca.
Reginaldo acredita, ainda, que tanto ele quanto João foram vítimas de má fé desse indivíduo, que vendeu o Pálio e em seguida registrou o furto. De acordo com ele, esse veículo era de propriedade de uma terceira pessoa. O que se sabe é que ele chegou ontem (17) a Macapá e não sabia do registro de furto, já que o deixou o carro sob cuidados do Marcio Fonseca.
Conforme relatado no Boletim pelo oficial comandante da operação, na casa do Reginaldo foram apreendidas várias peças e, dentro de outro automóvel, estavam duas placas do Pálio furtado. Porém, Reginaldo declarou que as placas estavam dentro de um Corsa prata, NEP 0361, dirigido por um indivíduo conhecido por “Goiano”, que teria apenas deixado o mecânico João naquele local.
A família de Reginaldo e do Eliel, todos muito alterados e indignados, disseram que a polícia foi truculenta durante a operação. As peças apreendidas na casa do Reginaldo (o Bloco de Motor, 4 pneus, 01 tanque, 02 amortecedores, 03 escapamentos, 01 radiador, 02 purificadores) são de sua propriedade e ele diz que tem como comprovar.

Fotos do Eliel: O estudante da UNIFAP estava no local e também foi detido.
Foto do Reginaldo: Reginaldo acredita que tanto ele quanto João foram vítimas de má fé do Marcio.
Foto da casa: A troca do motor acontecia no pátio dessa casa. “Por acaso isso tem cara de desmanche?”, disse o Reginaldo.
Foto do carro furtado: De acordo com Reginaldo, esse veículo foi encontrado em outra casa no bairro Universidade.

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