sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Alto índice de desistência surpreende comando

Curso de Operações Especiais

De acordo com o Cap. Matias, apenas 4 homens ainda lutam para integrar o BOPE. “desistências eram esperadas, mas não em grandes números”.

Exigência mínima e alta desistência. Desde o final de junho, a Companhia de Operações Especiais (COE) vem tentando formar novos integrantes do BOPE. 20 homens realizaram o primeiro módulo de treinamento, mas apenas 4 sobreviveram. Mesmo diante da alta desistência, o Capitão Matias/COE disse que está sendo exigido o mínino de capacidade física e mental desses policiais. Ele declarou que altos índices de desistência não eram esperados.
Para ele, o nível de exigência não é tão alto como em outros Estados do Brasil. “Alguns militares ainda não estavam acostumados com esse tipo de ritmo de treinamento. Pelo desconhecimento sobre as atividades que seriam desenvolvidas, infelizmente maioria acabou desistindo. Os quatro alunos que sobreviveram têm tudo pra se formar”, avaliou.
O primeiro módulo do Curso de Operações Especiais foi realizado em área de mata fechada e rios. O objetivo foi adaptar o policial, testando sua resistência física e psicológica. Foram introduzidas, também, as primeiras técnicas de Operações Especiais do BOPE. De acordo com o Capitão, é a primeira vez que o Batalhão realiza esse tipo de treinamento no Estado do Amapá.
Na segunda semana, os militares foram treinados dentro da área do batalhão. Lá, foram colocadas em prática as técnicas de abordagem a veículos e em situações de distúrbios civis, onde atua o GRUPO CHOQUE. Na terceira etapa, o treinamento foi executado em piscinas pelo Corpo de Bombeiro Militar e posteriormente em rios de grande profundidade.
Matias declarou que nesse módulo, os sobreviventes foram submetidos a mergulhos livres até 9 metros. “A região do Amapá, como é cercada por rios, faz com que muitos dos nossos trabalhos passem por cursos d’água. Isso requer treinamento adequado. Muitas vezes, nossas embarcações acabam naufragando, e os armamentos ficam numa profundidade de três a quatro metros. Nesse caso, os nossos policiais é que fazem o resgate. No curso, eles estão sendo preparados a fazer mergulhos de até nove metros”, explicou, ressaltado que na quinta semana, o grupo se deslocou para o Estado vizinho, Pará, onde ocorreu o módulo de anti-bomba e contra-bomba.
Um policial de Operações Especiais quando visa compor determinada companhia do BOPE, ele é formado com o conhecimento geral do Batalhão, e pode atuar em qualquer uma das áreas: COE, ROTAM e CHOQUE. O curso de operações especiais é aberto para todos os policiais de qualquer patente. Dois oficiais iniciaram esse treinamento, mas não alcançaram o índice exigido de aproveitamento e foram excluídos. Matias finaliza dizendo que se esperava pelo menos 50% grupo formado. O curso está previsto para encerrar perto do dia 15 de setembro até que sejam realizadas todas as suas etapas.
Foto dos sobreviventes: Apenas quatro homens sobreviveram aos exercícios para integrar o BOPE.
Foto do Capitão Matias: Nós esperávamos que, pelo menos, 50% do grupo conseguissem formar.
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