sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Mais de 5 mil casos de violência Contra a Mulher na capital

Em 2009
A estatística oficial revela aumento de mais de 33% de registros em relação ao primeiro semestre de 2008.

No primeiro semestre de 2009 (janeiro a junho), 5.174 casos de violência doméstica foram registrados pelo 190. A estatística revela que grande parte ocorre no período entre 18 e 4 horas a madrugada. Esse estudo feito por um órgão integrado de defesa social de Macapá também mostrou que “Domingo é o dia da Violência Contra a Mulher”. Embora a expressão pesada, é a realidade exibida em números. De acordo com o gráfico apresentado, 29% das ligações ocorrem nesse dia. 33% das mulheres têm entre 35 e 64 anos de idade, 24% têm entre 18 e 24 anos e 6% têm entre 12 e 17 anos. O estudo aponta, ainda, que 34% dos agressores são de faixa etária que vai 35 e 64 anos e 27% têm entre 18 e 24 anos. Em 18% dos casos, o covarde não é encontrado no local da ocorrência.
De acordo com Estatística Oficial, o Congós é o bairro que apresenta maior ocorrência de casos de Violência Contra a Mulher. Embora apareça em primeiro lugar no ranking, outra situação deixa em alerta os órgãos de segurança pública. Atualmente, a Rua Pedro Américo faz a divisão entre os bairros, Perpétuo Socorro e Cidade Nova I e II. Porém sob outro ponto de vista, há algum tempo atrás, o Perpétuo Socorro foi regionalizado e reduzido, dando origem a dois novos bairros. Com base nisso, a soma de solicitações nessa área chegou a 437 casos de janeiro a junho de 2009. Tecnicamente, é o ponto mais crítico da capital no que concerne a espancamentos e conflitos no ambiente familiar. Em segundo lugar aparece Novo Horizonte com 313 solicitações e em 3º está o Novo Buritizal com 244 registros por meio do 190. Algumas autoridades compõem a segurança pública acabam divergindo sobre o aumento dos registros no CIODES. Ao contrário da interpretação equivocada de algumas pessoas, as autoridades emitiram opiniões diferentes para explicar porque os números cresceram mais de 33% em 2009.
Para a delegada Josymaria Coelho (DCCM), a elevação de percentual é consequência do aumento da quantidade de denúncias. Ela afirma que o próprio trabalho da Polícia Militar tem incentivado cada vez mais as mulheres a denunciar seus agressores. Como o 6º Batalhão da Polícia Militar é localizado e atua justamente no Perpétuo Socorro e Cidade Nova I e II, área onde a violência familiar é mais alarmante. O comandante da tropa e Técnico em Segurança Pública, Tenente Coronel Edilelson, acredita que não se pode separar o aumento dos casos do aumento de denúncias. Para ele não é possível afirma uma coisa ou outra sem que haja estudos técnicos adequados. “Sinto-me temeroso quando reportam que as denúncias estão aumentando. São dois lados que não se pode separar. Um deles é o aumento dos casos, e outro é o aumento das denúncias”, afirmou. De acordo com o coronel, aspectos como a baixa infraestrutura e renda tem contribuído para classificar a região como ponto crítico. “Está constatado que na maioria dos casos atendidos pela Polícia, o álcool e outras drogas estão presentes”, afirmou Edilelson.
Coronel Edilelson/6ºBPM: “Na maioria dos casos atendidos pela Polícia, o álcool e drogas ilícitas estão presentes”

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