Polícia Civil
“O consumo de crack chama atenção por ter se alastrado, destruindo famílias. Mas a segurança pública por si só não é capaz de acabar com essa violência”, disse o delegado.
Carlos Lima
Representantes do Ministério da Justiça, Polícia Civil do Amapá, delegados, agentes de polícia, acadêmicos do curso de Direito e comunidade participaram ontem da 1ª Conferência Estadual Sobre Droga. Realizada no auditório do Sesi, a oportunidade foi criada pela própria Polícia Civil do Amapá em preparação para Conferência Nacional, que ocorrerá ainda nesse ano. Para o delegado Sidney Leite/Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), a realização da Conferência Estadual é o primeiro ato relacionado ao evento nacional, que considerado um marco na segurança pública do país. A proposta, segundo o delegado, é apresentar alternativas de segurança pública diferenciada, onde o foco não seja a proteção do Estado, mas sim do cidadão amapaense. Ele afirma que o papel das polícias civil, Federal e Militar é proteger o povo e não o Estado como vem ocorrendo. “Não queremos mais autoritarismo, violência e nem truculência. O que nós estamos discutindo é um modelo de polícia cidadã. A conferência estadual é o marco inicial desse projeto”, frisou Sidney. Nos últimos anos a maconha e a cocaína têm cedido espaço ao Crack nas bocas de fumo e na vida dos consumidores. Cada vez mais jovens e adultos têm buscado no crack o que vinha antes sendo suprido por outras drogas, inclusive pelo álcool. Segundo o delegado Sidney, esse aumento no consumo de Crack no Amapá acompanha uma tendência nacional que tem causado destruição cada vez maior da sociedade. “O consumo dessa droga é um fato lamentável, que chama atenção pela forma com que está se alastrando e destruindo famílias, e a segurança pública por si só não é capaz de acabar com essa violência e nem com o tráfico. É necessária a integração de todos. O que estamos propondo aqui é uma ação conjunta integrando várias secretárias do Estado (Saúde, Esporte, Educação). Estamos inclusive discutindo a responsabilidade da CEA dentro dessa questão, justamente pela baixa luminosidade em alguns locais da cidade. Por isso a conferência é importante para nós colocarmos as propostas de ações que serão implantadas para evitar que outras bocas de fumo continuem surgindo e assumindo do tráfico em locais já explorados pela polícia”, explicou Sidney Leite/Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE). A palestra serviu, ainda, para apresentar à comunidade medidas e propostas acessíveis a cada cidadão no que diz respeito ao tráfico e consumo de drogas. No entendimento de Sidney Leite, é dever de cada um de nós saber de que forma devemos tratar os usuários de droga, mesmo sabendo da responsabilidade deles dentro do tráfico, já que de certa forma acabam financiando o comércio ilícito. “Discutimos também as medidas que podem ser adotadas para qualificar o policial na repreensão ao tráfico”, destacou.
Foto legenda delegado Sidney Leite: “Todos devemos saber a forma de tratar os usuários de droga, mesmo sabendo da responsabilidade deles no financiamento ao tráfico”.
Foto da conferência: Realizada no auditório do Sesi, a oportunidade foi criada pela própria Polícia Civil em preparação à Conferência Nacional.
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