sexta-feira, 11 de setembro de 2009

BOPE tirou 27 assaltantes de circulação em seis meses, afirma o comando.

Balanço de Operações

16 armas de fogo foram apreendidas e dois assaltantes morreram ao trocar tiros com a ROTAN

Carlos Lima

De acordo com a Estatística do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), no primeiro semestre de 2009, 25 infratores e 16 armas de fogo foram tirados de circulação. De acordo com o comando do Batalhão, os indivíduos presos integravam quatro quadrilhas que atuavam, sobretudo, na prática de roubo, popularmente conhecido com Assalto. Também segundo o mesmo balanço apresentado, dois homens morreram em trocas de tiro com a ROTAM, subindo para 27 o número de assaltantes fora das ruas de Macapá.
De janeiro a Julho, foram executadas 6 missões no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN), 5 delas por ordem de serviço (predeterminadas) e uma por acionamento de emergência no dia 06 do corrente mês para contenção de motim. Em janeiro, o BOPE prendeu dois homens pela prática de assalto usando motocicleta. Com eles, foi apreendida uma arma de fogo.
Em Fevereiro, ocorreu a primeira morte de assaltante durante confronto (troca de tiros) com a ROTAM. Marcelo da Costa Mendes, respondia por Tráfico, Homicídio, Roubo, Lesão Corporal, Porte Ilegal de Arma de Fogo e Latrocínio, mas estava foragido. Uma Quadrilha especializada em roubo à residências foi presa, e mais 4 armas de fogo apreendidas, incluindo a de um delgado de polícia.
Junho foi o mês que mais ocorreram apreensões de arma de fogo, foram 7 no total. Nesse mesmo mês, a segunda morte de assaltante foi registrada. O Rafael Cristina Dias de Oliveira era foragido do IAPEN, onde respondeu por 4 artigos do código penal, dentre eles 157 (Assalto). Ele foi alvejado no peito ao trocar tiros com a ROTAM no bairro Universidade.
Sobre os óbitos, o porta-voz do comando do Batalhão de Operações Especiais, Capitão Nielsen, afirmou que o BOPE não sai para matar como muita gente pensa. Ele alegou que as mortes são problemas de causa natural, já que um policial treinado quando está sob fogo, tende a alvejar o infrator, mas sem intenção de matar. “Infelizmente ocorre a troca de tiros, e nós carregamos essa ideia de que só saímos para matar”, disse o capitão, frisando que “o trabalho do Batalhão é combater a criminalidade e se nesse combate vier a resistência seguida de morte, isso seria uma consequência desse serviço”, declarou.
Ele avaliou como positivo o resultado de seis meses de operações. “Como o BOPE é tropa quartelada, que não está o tempo todo nas ruas, o resultado desse diagnóstico é extremamente positivo. O BOPE é uma tropa que é acionada mediante extrema perturbação da ordem como, por exemplo, assaltos com ou sem reféns ou missões no IAPEN, por esse motivo o resultado é visto de forma positiva”, afirmou o Capitão.
Ele finaliza dizendo que a produção do BOPE, com suas três companhias (ROTAM, COE e CHOQUE), é diária e o balanço foi feito justamente para mensurar o que o batalhão tem produzido ao longo desse primeiro semestre do ano.
Capitão Nielsen: “Esse resultado é visto de forma extremamente positiva”
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